terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tenta vai

Olha para mim, me diz que tudo isso que agente tá construindo vale a pena. Que nenhum de nóis dois vai ter medo de se entregar a essa paixão. Que o frio que eu sinto na barriga não é em vão, e nem ilusão. Olha, me olha e confirma com um olhar apaixonado, grita para meu mundo que você está apaixonado. Vamos deixar o medo de se entregar de lado, vamos tentar, vamos arriscar, vamos simplesmente nos amar. Olha, eu sei que amar hoje em dia tá dificil, e eu sei que você sabe que se apaixonar tá dificil, mas vamos tentar. Não custa nada tentar, se agente quebrar a cara a vida faz o favor de consertar, mas vamos pelo menos tentar. Todos os meus ex's namorados me machucaram, mas algo me diz que você não vai me machucar, meu coração me diz que você vai me amar, que você vai me aturar, eu sei que você também quer, só ta com medo de se entregar. Talvez seja o medo de sofrer ou de me perder, mas vou te dizer uma coisa : VOCÊ NÃO VAI ME PERDER! Eu quero você, eu quero sentir aquela velha sensação de novo, de quando você chegar meu coração começar a acelerar. Tenta vai, vamos entrar juntos nessa paixão. Você vai ver, que nada vai ser em vão, e se tratando do coração... tudo vale, menos decepção!

Autoria própria

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Saudadezinha

 Ainda que eu esteja numa fase bacana e sem nós no peito (o que por um lado é ruim pois a paz sempre me dá alguns quilinhos a mais e alguns textos a menos), resolvi embarcar num momento nostalgia.Não sei se foi o clima de Natal ou de Ano Novo. Não sei se é porque agora, nesse exato momento, estou ouvindo “I know it’s over”, do Smiths, e tomando uma taça de vinho. Só sei que a noite está pedindo e resolvi fazer uma sessão nostalgia.
Acho normal. Acho perfeitamente normal lembrar com carinho que você sempre dava um jeito de me mandar mensagens em datas festivas. Estivesse você casado ou namorando ou ilhado num templo budista, dava um jeito. Era como se dissesse, sem dizer “eu sei que já faz tempo, mas ainda amo você”.
Também me faz bem lembrar que você nunca, nunca, nunca se alterava. Trouxesse o garçom o pedido errado pela terceira vez ou fizesse um playboy qualquer uma tremenda barbeiragem em cima do seu carro. Você nunca estragava nossas noites. Eram tão raros os nossos momentos, você dizia, que eram para ser sempre bons. E de fato sempre eram.
Eu tenho saudade de mil coisas e todas essas mil coisas sempre caem na mesma única coisa de que eu tenho tanta saudade: sua leveza. Você me dizia que jamais iria me cobrar leveza, pois me amava intensa. E me pedia que fizesse exatamente o mesmo, ainda que ao contrário, por você. E eu não obedecia nunca, afinal, pessoas intensas não obedecem.
E assim nós seguimos, por alguns bons anos entrecortados, sendo tão parecidos ainda que tão atraídos mutuamente pelos nossos opostos. A gente era parecido principalmente porque topava as coisas mais malucas como, por exemplo, brincar que tinha acabado de se conhecer numa festa, ainda que tivesse ido junto para a festa. E por horas ficávamos nessa bobeira e nenhum dos dois ria. Até que alguém pedia, cansado, “já pode voltar ao normal? É que está me dando vontade de transar e eu não transo com desconhecidos”.
Eu tenho saudades de tudo. Da gente acordar sua vizinha de tanto rir de coisas bestas, do seu carro sempre bagunçado, da paciência que você tinha com meus quase quinze anos a menos, da mania que você tinha de arrumar minhas roupas em cima da cama enquanto eu tomava banho e de quando você apertava os ossinhos das minhas costas no escuro e falava, baixinho: “ai, como essa menina gosta de fazer drama!”.
Não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranqüila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria: leve.

Tati Bernardi

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O amor

Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempos em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal. E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria a carona da volta. E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase quinze anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmos há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me corta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa. São quinze anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo. Ele sempre comprou meus testes de gravidez, mesmo a suspeita nunca sendo nossa. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex mulher. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados "alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor" e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra". E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.


Tati Bernardi

C.F.A

Porque não seria necessária mais nenhuma palavra um segundo antes ou depois de dizerem ao mesmo tempo: - Quero ficar com você.

Todos aqueles climas, todas aquelas cenas, tudo aquilo na noite feito um movimento vindo de fora para despertar o vivo de dentro.

Veja só que coisa mais individualista, elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.


É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos.



Caio Fernando de Abreu


domingo, 22 de agosto de 2010

A força do Amor!

Eu sou pobre. Ele é rico. Eu trabalho e estudo. Ele não faz nada e tem tudo. Eu ralo p/ caramba numa lanchonete, moro com minha mãe, e minha avó. Minha mãe é funcionária da prefeitura e minha avó é aposentada. Ele tem tudo na vida, carrão, é bonito, tem casa com piscina e usa drogas. Eu não tenho nada, e nossa casa é alugada. Ele só vive de baladas, em boca de fumo de bacanas e acorda tarde todo dia. Agente estuda na mesma escola. Eu estudo porque ganhei uma bolsa, ele porque é obrigado pela mãe. Agente se conheceu no intervalo, eu senti pena dele, ele disse que me achou bonita. Começamos a nos conhecer, a nos apaixonar, a nos envolver, a nos admirar. Eu não entendia porque uma pessoa como ele que tinha tudo, tava destruindo a vida com drogas. Ele não entendia porque minha casa era alugada, ou o fato dele ser rico demais para namorar uma pessoa que não tem nada. Ele queria trocar de carro. Eu queria melhorar de vida. Eu queria subir na vida. Ele só fazia descer na vida. Eu o amava com todas minhas forças, e resolvi lhe ajudar. ele aceitou minha ajuda e começou a mudar. Eu deixei de estudar, p/ que ele não fosse se drogar. Ele quando queria usar drogas vinha me abraçar. Eu fiquei feliz com sua mudança. Ele mudou tanto que começou a trabalhar, a se esforçar e da droga conseguiu se livrar. Eu voltei a estudar. Ele também. Eu o amo cada vez mais. Ele me ama tanto, que prometeu não usar drogas nunca mais. Com o amor vencemos a droga. Com a união vencemos o egoísmo. Com a paixão vencemos tudo isso. E provamos, que o amor é capaz de superar tudo isso. E ele salva até quem parece perdido!

Autoria própria

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Música da semana

O Nosso Amor é Lindo -Circuladô De Fulô

Para sempre eu te amarei
Enquanto viver
Passe o tempo como o vento
Que sopra sobre o teu rosto
O teu olhar, para me guiar
Enquanto eu andar
Pela estrada de espinhos
Você guia o meu caminho
Que vontade de cantar
E te contar do nosso amor
O nosso amor é lindo
É mais que o infinito
É como sonhar e não acordar
E pelas nuvens caminhar
Lindo, o teu sorriso
Eu vou viajar e não vou voltar
E desse sonho eu não quero acordar...


Egoísmo

Dizem que depois do adeus vem a saudade
Que depois da saudade vem o arrependimento
Eu não me arrependo.
Pulei do barco antes que ele afundasse
Eu queria aprender a nadar
Eu precisava.
Encontrei milhares de peixes
Me apaixonei por alguns deles
Os devorei.
Aprendi hoje, que peixes são mais bonitos de longe.
No mar
Nadando.
Eu não quero entrar de novo na sua embarcação
Sei que afundaríamos novamente
Você também sabe.
Apenas peço que pare de remar para longe
Eu odeio te perder de vista
Dói.
Desculpe pelo egoísmo, você faz parte de mim


Ouse e arrisque-se! Vale a pena acreditar em você.

A vida melhora imensamente quando você pára de deixar as coisas acontecerem e passa a fazer as coisas acontecerem. Ao invés de ser uma vítima, seja alguém que faz. Ao invés de procurar alguém para culpar, procure pelo que você pode fazer. Ao invés de perguntar: "Por que isso aconteceu comigo?", pergunte "O que posso fazer?". Estabeleça suas prioridades e concentre-se em seus objetivos. Nenhuma situação pode lhe derrotar quando você vive com determinação. As coisas que lhe acontecem têm uma importância menor ao lado do que você pode fazer com elas. Seu senso de direção, seu foco, seu comprometimento e ação eficaz guiarão você em qualquer situação, não importa o que aconteça. Seja responsável – nos seus pensamentos, suas palavras, suas crenças, suas ações – pelas coisas que acontecem, e elas serão muito mais ao seu gosto. Faça a vida acontecer e ela acontecerá para você também.

Desculpa se te chamo de Amor

Nada a fazer, quando algo nos faz falta precisamos preencher esse vazio. Só que, quando o que faz falta é o amor, não há nada que verdadeiramente seja suficiente.

"[...] Doença de coração. E não se sara tão facilmente. E não existem remédios. Não se sabe quando vai passar. Nem se sabe quanto dói. A única coisa boa é o tempo. E muito. Porque, quanto maior for a beleza do amor, maior é o sofrimento quando este termina. Como na matemática: grandezas diretamente proporcionais. Matemática sentimental."

"A vida é uma aventura com o início decidido por outros, um fim desejado por nós e tantos entreatos escolhidos aleatóriamente pelo acaso"
"Quem ama à primeira vista, trai a cada olhar."

Trechos do livro

Remar. Re-amar. Amar.

"Eu  entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.

(Caio Fernando Abreu)




quarta-feira, 18 de agosto de 2010


Queria e quero — ainda. Voar junto com alguém, não sozinho.
Caio F.
Pensei: Não era uma posição o que eu procurava.
  Era você
Caio F.

Meu coração é minha razão. Essa é a lógica que inventei pra mim.

E todos os dias, por mais amargos que sejam, eu digo: Amanhã fico triste, hoje não… ;]